Início > Administração (Parte I) > Qualidade da Informação

Qualidade da Informação

por HENRIQUE MONTSERRAT FERNANDEZ
Dependendo da fonte da informação obtida, ela pode ser mais ou menos confiável. É isso que diferencia uma informação verídica de um boato.

Ser crítico quanto à qualidade da informação é muito importante. Infelizmente, nem sempre o que está impresso num jornal ou revista (ou o que é dito por seus colaboradores mais chegados) deve ser considerado 100% confiável.

As fontes de informação que uma empresa utiliza podem ser classificadas segundo os seguintes aspectos, segundo Elizabeth Gomes e Fabiane Braga em seu livro Inteligência Competitiva:

– ORIGEM : Pode ser interna (própria empresa) ou externa.

– CONTEÚDO: Fontes Primárias dispõem dados vindos diretamente da fonte de origem (ex.: clientes, consultores, fornecedores etc.) e
Fontes Secundárias que disponibilizam fatos alterados, gerados a partir de informações obtidas das fontes primárias (ex.: jornais).

– ESTRUTURA: Fontes formais ou textuais que possuem informações estruturadas (ex.: livros, revistas, CD’s, relatórios etc.) e, Fontes informais que não possuem estruturação e geralmente são externas à empresa (ex.: conversas, conferências etc).

– NÍVEL DE CONFIABILIDADE: Alto risco – vindas de fontes não confiáveis, mas que devem ser monitoradas (ex.: boatos);
Confiança subjetiva – vem de fontes confiáveis em certos momentos e não confiáveis em outros (ex.: certos jornais e revistas). Devem ser monitoradas.
Altamente Confiáveis – suas informações são sempre confiáveis e devem ser sempre monitoradas (ex.: legislação).

Um alerta adicional — as pessoas “adoram” ser enganadas. Preferem ouvir coisas “agradáveis” a ouvir a verdade.

É por exemplo, o caso do(a) namorado(a) que ouve aquela explicação “esfarrapada” mesmo tendo visto com os próprios olhos a realidade: “– Benzinho, isso não é o que você está pensando! Nós somos apenas amigos…”

Por incrível que pareça, essa tendência natural também é adotada nas empresas. E dá resultados! – pelo menos até que a mentira seja descoberta.

Em meus vários anos de trabalho ouvi muitas vezes dos tomadores de decisão: –Impossível! Sei que isso está errado! – mesmo que a verdade fosse estampada na testa do incrédulo, através de dados e relatórios confiáveis. Se a informação vai contra o que se acredita, muitas pessoas preferem varrê-la para baixo do tapete e colocar a sua “verdade” por cima. Também vi vários desses “tomadores de decisão” serem postos no olho da rua após suas novas “verdades” serem descobertas (em se tratando de empresários, foi pior: pagaram com a quebra da empresa).

Um exemplo notório, é o da gigante americana de energia Enron. Os dados contábeis foram adulterados, inflando ganhos e escondendo débitos, e pior! – isso ocorreu com o conhecimento dos auditores da Arthur Andersen, na época uma das maiores empresas de auditoria independente do mundo!

Portanto, cuidado! Seja sempre crítico em relação a todos os dados e informações que recebe, mas principalmente naqueles que você tem como verdade absoluta dentro de sua cabeça – estes são os mais difíceis de aceitar como errados.

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: